Opinião.
Opinião é como nariz. Todo mundo tem. Eu tenha a minha, e coloquei aqui. Não me preocupo com o que os outros pensam. É meu espaço, então falo o que sinto vontade.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
"Se não fosse pelo petróleo, Oriente Médio seria igual a África", diz general americano.
Em entrevista exclusiva ao programa "Democracy Now" (programa diário de notícias de TV/Rádio dos EUA, apresentado por Amy Goodman e Juan Gonzalez, distribuído em mais de 900 estações), em 02 de Março de 2007, o General Wesley Clark, aposentado de 4 estrelas do Exército dos EUA e Comandante Supremo Aliado da OTAN durante a Guerra do Kosovo, relata um encontro com militares do Pentágono e a conversa que se estabeleceu a respeito da guerra no Oriente Médio e descreve como o governo estadunidense tinha planos de desestabilizar sete (7) países em cinco (5) anos e deixa bem claro que se não fosse pelo petróleo, o Oriente Médio teria, da parte dos EUA, o mesmo tratamento dispensado a África, ou seja, seria ignorado.
A entrevista na íntegra você encontra no site: Democracy Now - http://www.democracynow.org/
Aqui o vídeo da entrevista:
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Começou a oposição a Obama.
Felizmente o presidente recém empossado dos EUA, Barack Obama conseguiu aprovar seu pacote de incentivo a reativação da economia que chega a mais de oitocentos bilhões de dólares graças à maioria folgada que têm na Câmara dos deputados (faltando agora a apreciação do Senado), mas não sem antes esbarrar numa oposição (republicanos), inconseqüente e hipócrita (bem ao estilo brasileiro do quanto pior melhor), que votou maciçamente contra o projeto. Durante o governo republicano de George Bush gastaram cifras absurdas nas guerras do Afeganistão e Iraque (só nesse país se não me engano, passou de um trilhão de dólares), isentaram de impostos os ricos, e depois a classe média que inclusive recebeu (no último ano de governo), cheques com pequenas quantias para gastar e reativar a economia, que segundo o economista Paul Krugman não fazem diferença para esses que já tem alguma coisa (numa verdadeira concentração de renda), mas fariam diferença para os pobres que tem muito pouco ou quase nada. Como se não fosse o bastante ainda mentem quando dizem que os investimentos planejados pelo governo democrata para gerar empregos sairia muito caro. Segundo Krugman, tomaram o custo total de investimento de um plano de vários anos que criará milhões de empregos por ano, e dividiram pelo nº de empregos criados em apenas um ano. É a velha e conhecida (e nós conhecemos bem isso), política de criar dificuldades (usando inclusive argumentos antíestimulo), atrapalhar, sabotar para mais tarde retornar ao poder. O governo Bush foi tão medíocre em determinados fatores que serviu para enterrar de vez as teorias neoliberais de que o estado era o problema, de que o mercado tudo regularia por si só, e deu total liberdade ao setor financeiro, e todos sabem o final da estória. No final, como bem disse o presidente da OAB, prevaleceu o seguro estatal, ou seja, o estado tem de socorrer empresas e bancos a beira da falência.
Mas voltando ao que interessa, Obama ganhou. Mais uma vez. Na Câmara dos deputados foi aprovado o pacote de estímulo econômico de US$ 819 bilhões que prevê gastos de emergência e cortes de impostos almejados pelo novo presidente. E o melhor de tudo, do total de US$ 819 bilhões aprovados no congresso americano, do projeto para reativar a economia, aproximadamente US$ 87 bilhões serão usados no aumento temporário dos subsídios federais à saúde pública nos estados, US$ 90 bilhões de dólares serão gastos em investimentos com infraestrutura, US$ 79 bilhões para escolas e universidades públicas, e US$ 54 bilhões para estimular a produção de fontes alternativas de energia. Além disso, US$ 43 bilhões serão usados para estender o seguro-desemprego e o treinamento de mão de obra, mais US$ 39 bilhões para os desempregados pagarem pelo seguro-saúde, e US$ 20 bilhões em ajuda para compra de alimentos pelos mais pobres. A medida agora será debatida no senado, mas rejeitá-la num momento crucial como esse que todos atravessamos seria dar um tiro no pé. Digo todos, porque sendo ainda a locomotiva econômica do mundo, tudo de bom que se faça para reaquecer a economia americana terá repercussão nos quatro cantos do globo. Por isso desejo tudo de bom para a nova administração, inclusive, que dê bons exemplos que possam ser seguidos por todos, inclusive nossos políticos.
Mas voltando ao que interessa, Obama ganhou. Mais uma vez. Na Câmara dos deputados foi aprovado o pacote de estímulo econômico de US$ 819 bilhões que prevê gastos de emergência e cortes de impostos almejados pelo novo presidente. E o melhor de tudo, do total de US$ 819 bilhões aprovados no congresso americano, do projeto para reativar a economia, aproximadamente US$ 87 bilhões serão usados no aumento temporário dos subsídios federais à saúde pública nos estados, US$ 90 bilhões de dólares serão gastos em investimentos com infraestrutura, US$ 79 bilhões para escolas e universidades públicas, e US$ 54 bilhões para estimular a produção de fontes alternativas de energia. Além disso, US$ 43 bilhões serão usados para estender o seguro-desemprego e o treinamento de mão de obra, mais US$ 39 bilhões para os desempregados pagarem pelo seguro-saúde, e US$ 20 bilhões em ajuda para compra de alimentos pelos mais pobres. A medida agora será debatida no senado, mas rejeitá-la num momento crucial como esse que todos atravessamos seria dar um tiro no pé. Digo todos, porque sendo ainda a locomotiva econômica do mundo, tudo de bom que se faça para reaquecer a economia americana terá repercussão nos quatro cantos do globo. Por isso desejo tudo de bom para a nova administração, inclusive, que dê bons exemplos que possam ser seguidos por todos, inclusive nossos políticos.
sábado, 24 de janeiro de 2009
A posse de Obama e o futuro dos EUA.
Desde a confirmação da vitória de Barack Obama na eleição para a presidência dos Estados Unidos da América, tive uma sensação, difícil de explicar, de que algo grandioso, fora do comum e especial aconteceu. É a primeira vez que um negro chega ao posto mais alto da nação mais poderosa do mundo, mas independente da cor da pele, a eleição deste homem passa uma sensação de esperança qual não me lembro de ter visto antes (salvo na eleição de Lula, um metalúrgico), e espero eu, que não seja frustrada. Independente de críticas, acusações, e de tudo que foi dito durante a campanha, a respeito de um apoio maciço da mídia americana, que teria inclusive tentado abafar fatos como o apoio financeiro de grupos estranhos ao pensamento político americano, falsificação de documentos e outros, ainda assim creio que vale a pena sonhar e acreditar numa boa administração. Desejo sinceramente que faça um bom governo, que aqueles que perderam suas casas depois da explosão da bolha imobiliária americana, possam conquistar um teto descente (pois nós do Brasil sabemos o que é passar dificuldades de todo tipo, e não desejamos a mesma sorte a ninguém), um trabalho digno, e uma vida próspera, ainda que provavelmente nada mais seja como antes. Não espero que Obama faça milagres. Espero que faça uma administração competente, justa, focada no respeito aos direitos humanos (o fechamento da prisão de Guantánamo foi um passo importantíssimo), na justiça social (isentando de impostos as classes média e baixa, e cobrando mais dos ricos, ou seja, o contrário de Bush), e fazendo o que for necessário para reativar a economia americana, que continua sendo a locomotiva do mundo. Uma nacionalização temporária de bancos, com a compra de papéis tóxicos (com deságio é claro), talvez seja necessária, bem como uma substancial ajuda a empresas importantes que se encontram em dificuldades como as montadoras (mesmo que atropele regras da OMC), investimento em infraestrutura, e energias alternativas (seria uma boa idéia adotar o biogás gerado a partir do lixo, ou do esgoto tal como foi feito na Estação Alegria no Rio, ou o uso de energia solar) e outros. O álcool de cana-de-açucar, comprado de nações da América Central e Brasil (sem subsídios), poderia liberar os produtores americanos (de milho entre outros), a produziram produtos para consumo humano, e de gado. Também seria de se esperar que, cumprindo promessa de campanha, a retirada de tropas seja feita de forma gradual, mas sem deixar de preparar o mais rápido possível (e muito bem), contingente local para substituí-lo em grande quantidade.
Mas apesar de tudo, e o próprio Barack Obama em seu discurso de posse reconhece isso, os tempos são outros, e muito difíceis, como ele mesmo disse “nuvens negras” e “tempestades furiosas” estão se formando, daí passar a imagem de que decisões difíceis serão tomadas, mas, de qualquer maneira, tenho a sensação de que nada mais será como antes. Por mais que Obama faça um bom governo, os efeitos de seus atos, especialmente na área econômica só serão sentidos daqui a alguns anos, mas um fator deve ser considerado: “Ainda que por um bom tempo os EUA continuem sendo a maior potência, e a locomotiva (a principal, mas já não mais a única), do mundo, a decadência do país é irreversível, bem como a ascensão de novas potências como a China por exemplo".
Mas apesar de tudo, e o próprio Barack Obama em seu discurso de posse reconhece isso, os tempos são outros, e muito difíceis, como ele mesmo disse “nuvens negras” e “tempestades furiosas” estão se formando, daí passar a imagem de que decisões difíceis serão tomadas, mas, de qualquer maneira, tenho a sensação de que nada mais será como antes. Por mais que Obama faça um bom governo, os efeitos de seus atos, especialmente na área econômica só serão sentidos daqui a alguns anos, mas um fator deve ser considerado: “Ainda que por um bom tempo os EUA continuem sendo a maior potência, e a locomotiva (a principal, mas já não mais a única), do mundo, a decadência do país é irreversível, bem como a ascensão de novas potências como a China por exemplo".
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
UNASUL.
Há bem pouco tempo atrás falei aqui sobre a atuação (que considero parcial), da OEA como instituição que fora criada, e agia como um ministério das colônias estadunidenses na América Latina, procurando sempre limitar soberanias (dos latino-americanos, claro), e impor-se como autoridade maior nesta região do hemisfério (sem nunca tratar os EUA da mesma forma), ao invés de operar de maneira imparcial e equilibrada, tratando a todos da mesma forma, por isso sinto uma grande satisfação ao observar a decisão dos países membros da UNASUL, reunidos neste mês de dezembro de 2008, na Costa do Sauípe, Bahia que decidiram criar um organismo regional, a semelhança da OEA, mas com a presença de Cuba, e sem a participação dos EUA. Isso simboliza cada vez mais a autonomia da região, em detrimento da influência e domínio estadunidense. No futuro os membros da OEA, não tendo mais a antiga autoridade, e quem sabe, sem ter o emprego garantido, vão ter de vender balas nas esquinas de Nova York. Por aqui eles não se arrumariam.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
IMPOSTÔMETRO.
Os empresários brasileiros, muito inventivos, resolveram criar uma forma original de pressionar os governantes (lógicamente influenciando, e/ou manipulando a opinião pública para alcançar tal fim), para que reduzam a carga tributária cobrada em nosso país. Nossa elite empresarial inventou o “IMPOSTÔMETRO”, um marcador digital, devidamente exposto em praça pública (para, certamente incitar a população a reagir contra tal situação jogando-a contra o governo), que revela a totalidade dos impostos cobrados no Brasil, o que, segundo eles, dificultaria a realização de novos investimentos, geração de empregos (preocupa isso?), e contribuiria para o aumento dos preços. Analisando com calma os fatos (e com boa memória), poderemos lembrar que a CPMF, quando extinta (pelos mesmos que a criaram, o PSDB, DEM, e outros), não resultou em redução de preço dos produtos, ou mesmo aumento de salário para os trabalhadores, mas antes, o dinheiro do imposto foi parar no bolso dos empresários, por isso, penso que não seria má idéia se o governo resolvesse criar algo como um SONEGATÔMETRO (medidor de dinheiro não declarado e desviado), para saber quanto dinheiro de imposto (normalmente impostos, e custos são repassados aos preços), que deveria ser empregado em saúde, e educação, outros gastos do estado deixou de ser pago (foi sonegado), e quem sabe, gasto em compras em Miami, na Disneylândia, em Paris, com champagne, caviar, artigos finos, caros, importados, ou guardado nas ilhas Caymman, ou mesmo investido em fundos, como aquele de Wall Stret que faliu, e etc. Para nossa elite maravilhosa, a mobilização popular só interessa quando é para defender um interesse específico. O interesse deles.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Informação? Onde?
Gostaria aqui de parabenizar a família do ex-presidente João Goulart (embora saiba que talvez nunca venham a ler este blog), por mover um processo contra o Departamento de Estado dos E.U.A. por sua participação decisiva no golpe de 64, atitude esta que deveria ter sido seguida por todos os cidadãos de bem, latino-americanos. Aliás, a notícia a respeito deste processo só foi veiculada no "Jornal do Brasil", em nota de roda-pé, sendo omitida na grande imprensa, e vocês podem imaginar por que? Talvez porque a "Veja", "Folha de São Paulo", Jornal "O Globo", Revista "Época", O "Estado de São Paulo", e outros veículos da grande imprensa não queiram comprar briga com a metrópole (o patrão), estimulando ações idênticas por parte de outras pessoas e países prejudicados. Em outras palavras, em países como o Brasil pode-se mostrar as notícias e fatos como são, ou não, desde que atendendo a interesses específicos, pois do contrário, vale até inventar uma notícia falsa, ou omitir uma verdadeira.
Já notei que a grande imprensa brasileira evita mostrar determinadas notícias que poderiam talvez estimular mobilização popular, conscientização, e levar, quem sabe a atitudes mais incisivas, por parte da população contra situações há muito incômodas e que vêm se acumulando. Um exemplo disso foi a omissão desta notícia que citei de que a família do ex-presidente João Goulart estaria processando o governo dos E.U.A. por sua responsabilidade no golpe de estado perpetrado contra o presidente que assumira o cargo em decorrência da renúncia de Jânio Quadros. Fica a impressão de que a divulgação de tal notícia poderia estimular uma enxurrada de processos de cidadãos brasileiros, e de outros países latino-americanos, e quem sabe influenciar até governos da região (Hugo Chaves, Evo Morales, Raul Correa, Fernando Lugo, Daniel Ortega, etc...), em ações semelhantes contra aquele país, que não interessaria a determinados segmentos com grande influência tanto econômica, quanto política (governo americano, empresas, nacionais ou estrangeiras que apoiaram ou não o golpe, ou tem interesses, e também políticos que apóiam interesses em jogo, etc...).
Também me chamou muito a atenção o fato de a mídia não ter dado destaque a revolta ocorrida, há bem pouco tempo atrás num canteiro de obras no estado de Goiás envolvendo peões que trabalhavam para uma conhecida empreiteira, que por sua vez, prestava serviço a uma grande mineradora estrangeira. Tudo começou quando um peão, triste por estar com saudades da família, para esquecer os problemas, resolveu entrar no refeitório da empresa para comprar cerveja sem camisa. A segurança o impediu de entrar, o que deu início a uma discussão entre o peão e os seguranças que chamaram a polícia. O peão foi algemado e, segundo noticiado teria sido agredido na frente de outros trabalhadores, colegas do mesmo, que indignados resolveram resgatá-lo. Enfrentando a polícia, mesmo desarmada, a multidão de trabalhadores, resgatou o peão, tirou-lhe as algemas,e depois de muita confusão e descontrole queimou vários alojamentos em que dormiam, causando grande estrago, o que resultou numa intervenção mais forte da polícia que deteve novamente o peão que começou a discussão (se não me engano o único indiciado), e na demissão de vários trabalhadores pela empreiteira. O interessante neste fato ocorrido há pouco tempo é que o “Jornal do Brasil” noticiou-o como “A revolta que o Brasil não viu”, o que me leva a perguntar, o porquê do desinteresse da imprensa em noticiar tal fato. Seria o medo de mostrar algo que pudesse despertar na população um desejo de lutar contra injustiças praticadas há tempos, de se mobilizar e tentar mudar uma ordem imposta por segmentos mais poderosos de nossa sociedade, economicamente falando, inalcançáveis, inatingíveis, que sempre estiveram acima da lei? Seria o medo de que tal notícia poderia provocar, talvez, um despertar, uma conscientização em nosso povo que ameaçaria interesses poderosos que envolveriam também essa parcela de nossa mídia? Isso me leva a pensar sobre essa antiga premissa de que o povo brasileiro é acomodado, resignado, e só reclama, mas não toma atitudes decisivas. Basta uma olhada no passado, nos tempos de insurreições como a “Sabinada”, a “Balaiada”, a “Farroupilha”, e outras, e passo a acreditar que a atitude das pessoas em nosso país, nos tempos atuais é própria de quem vive anestesiado, sofrendo manipulação, com informações, muitas vezes sob medida, (alguém lembra do grampo sem áudio no STF?), que atendem a determinados interesses. Às vezes tenho a sensação de que existe uma situação latente que em algum momento vai explodir, bastando para isso um acontecimento extraordinário no momento e lugar certos. Ainda me impressiono como a mídia mostrou a violência estudantil na Grécia. Basta um estopim para que, num mundo globalizado a moda pegue e chegue aqui.
Falando nisso, alguém lembra do problema ocorrido anos atrás com a Coca-Cola, em que pessoas passaram mal ao ingerir o refrigerante, e foram parar nos hospitais, e mesmo assim, apesar da repercursão negativa do fato, parte da mídia preferiu não falar (ou esconder), o ocorrido?
Já notei que a grande imprensa brasileira evita mostrar determinadas notícias que poderiam talvez estimular mobilização popular, conscientização, e levar, quem sabe a atitudes mais incisivas, por parte da população contra situações há muito incômodas e que vêm se acumulando. Um exemplo disso foi a omissão desta notícia que citei de que a família do ex-presidente João Goulart estaria processando o governo dos E.U.A. por sua responsabilidade no golpe de estado perpetrado contra o presidente que assumira o cargo em decorrência da renúncia de Jânio Quadros. Fica a impressão de que a divulgação de tal notícia poderia estimular uma enxurrada de processos de cidadãos brasileiros, e de outros países latino-americanos, e quem sabe influenciar até governos da região (Hugo Chaves, Evo Morales, Raul Correa, Fernando Lugo, Daniel Ortega, etc...), em ações semelhantes contra aquele país, que não interessaria a determinados segmentos com grande influência tanto econômica, quanto política (governo americano, empresas, nacionais ou estrangeiras que apoiaram ou não o golpe, ou tem interesses, e também políticos que apóiam interesses em jogo, etc...).
Também me chamou muito a atenção o fato de a mídia não ter dado destaque a revolta ocorrida, há bem pouco tempo atrás num canteiro de obras no estado de Goiás envolvendo peões que trabalhavam para uma conhecida empreiteira, que por sua vez, prestava serviço a uma grande mineradora estrangeira. Tudo começou quando um peão, triste por estar com saudades da família, para esquecer os problemas, resolveu entrar no refeitório da empresa para comprar cerveja sem camisa. A segurança o impediu de entrar, o que deu início a uma discussão entre o peão e os seguranças que chamaram a polícia. O peão foi algemado e, segundo noticiado teria sido agredido na frente de outros trabalhadores, colegas do mesmo, que indignados resolveram resgatá-lo. Enfrentando a polícia, mesmo desarmada, a multidão de trabalhadores, resgatou o peão, tirou-lhe as algemas,e depois de muita confusão e descontrole queimou vários alojamentos em que dormiam, causando grande estrago, o que resultou numa intervenção mais forte da polícia que deteve novamente o peão que começou a discussão (se não me engano o único indiciado), e na demissão de vários trabalhadores pela empreiteira. O interessante neste fato ocorrido há pouco tempo é que o “Jornal do Brasil” noticiou-o como “A revolta que o Brasil não viu”, o que me leva a perguntar, o porquê do desinteresse da imprensa em noticiar tal fato. Seria o medo de mostrar algo que pudesse despertar na população um desejo de lutar contra injustiças praticadas há tempos, de se mobilizar e tentar mudar uma ordem imposta por segmentos mais poderosos de nossa sociedade, economicamente falando, inalcançáveis, inatingíveis, que sempre estiveram acima da lei? Seria o medo de que tal notícia poderia provocar, talvez, um despertar, uma conscientização em nosso povo que ameaçaria interesses poderosos que envolveriam também essa parcela de nossa mídia? Isso me leva a pensar sobre essa antiga premissa de que o povo brasileiro é acomodado, resignado, e só reclama, mas não toma atitudes decisivas. Basta uma olhada no passado, nos tempos de insurreições como a “Sabinada”, a “Balaiada”, a “Farroupilha”, e outras, e passo a acreditar que a atitude das pessoas em nosso país, nos tempos atuais é própria de quem vive anestesiado, sofrendo manipulação, com informações, muitas vezes sob medida, (alguém lembra do grampo sem áudio no STF?), que atendem a determinados interesses. Às vezes tenho a sensação de que existe uma situação latente que em algum momento vai explodir, bastando para isso um acontecimento extraordinário no momento e lugar certos. Ainda me impressiono como a mídia mostrou a violência estudantil na Grécia. Basta um estopim para que, num mundo globalizado a moda pegue e chegue aqui.
Falando nisso, alguém lembra do problema ocorrido anos atrás com a Coca-Cola, em que pessoas passaram mal ao ingerir o refrigerante, e foram parar nos hospitais, e mesmo assim, apesar da repercursão negativa do fato, parte da mídia preferiu não falar (ou esconder), o ocorrido?
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