sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

UNASUL.

Há bem pouco tempo atrás falei aqui sobre a atuação (que considero parcial), da OEA como instituição que fora criada, e agia como um ministério das colônias estadunidenses na América Latina, procurando sempre limitar soberanias (dos latino-americanos, claro), e impor-se como autoridade maior nesta região do hemisfério (sem nunca tratar os EUA da mesma forma), ao invés de operar de maneira imparcial e equilibrada, tratando a todos da mesma forma, por isso sinto uma grande satisfação ao observar a decisão dos países membros da UNASUL, reunidos neste mês de dezembro de 2008, na Costa do Sauípe, Bahia que decidiram criar um organismo regional, a semelhança da OEA, mas com a presença de Cuba, e sem a participação dos EUA. Isso simboliza cada vez mais a autonomia da região, em detrimento da influência e domínio estadunidense. No futuro os membros da OEA, não tendo mais a antiga autoridade, e quem sabe, sem ter o emprego garantido, vão ter de vender balas nas esquinas de Nova York. Por aqui eles não se arrumariam.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

IMPOSTÔMETRO.

Os empresários brasileiros, muito inventivos, resolveram criar uma forma original de pressionar os governantes (lógicamente influenciando, e/ou manipulando a opinião pública para alcançar tal fim), para que reduzam a carga tributária cobrada em nosso país. Nossa elite empresarial inventou o “IMPOSTÔMETRO”, um marcador digital, devidamente exposto em praça pública (para, certamente incitar a população a reagir contra tal situação jogando-a contra o governo), que revela a totalidade dos impostos cobrados no Brasil, o que, segundo eles, dificultaria a realização de novos investimentos, geração de empregos (preocupa isso?), e contribuiria para o aumento dos preços. Analisando com calma os fatos (e com boa memória), poderemos lembrar que a CPMF, quando extinta (pelos mesmos que a criaram, o PSDB, DEM, e outros), não resultou em redução de preço dos produtos, ou mesmo aumento de salário para os trabalhadores, mas antes, o dinheiro do imposto foi parar no bolso dos empresários, por isso, penso que não seria má idéia se o governo resolvesse criar algo como um SONEGATÔMETRO (medidor de dinheiro não declarado e desviado), para saber quanto dinheiro de imposto (normalmente impostos, e custos são repassados aos preços), que deveria ser empregado em saúde, e educação, outros gastos do estado deixou de ser pago (foi sonegado), e quem sabe, gasto em compras em Miami, na Disneylândia, em Paris, com champagne, caviar, artigos finos, caros, importados, ou guardado nas ilhas Caymman, ou mesmo investido em fundos, como aquele de Wall Stret que faliu, e etc. Para nossa elite maravilhosa, a mobilização popular só interessa quando é para defender um interesse específico. O interesse deles.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Informação? Onde?

Gostaria aqui de parabenizar a família do ex-presidente João Goulart (embora saiba que talvez nunca venham a ler este blog), por mover um processo contra o Departamento de Estado dos E.U.A. por sua participação decisiva no golpe de 64, atitude esta que deveria ter sido seguida por todos os cidadãos de bem, latino-americanos. Aliás, a notícia a respeito deste processo só foi veiculada no "Jornal do Brasil", em nota de roda-pé, sendo omitida na grande imprensa, e vocês podem imaginar por que? Talvez porque a "Veja", "Folha de São Paulo", Jornal "O Globo", Revista "Época", O "Estado de São Paulo", e outros veículos da grande imprensa não queiram comprar briga com a metrópole (o patrão), estimulando ações idênticas por parte de outras pessoas e países prejudicados. Em outras palavras, em países como o Brasil pode-se mostrar as notícias e fatos como são, ou não, desde que atendendo a interesses específicos, pois do contrário, vale até inventar uma notícia falsa, ou omitir uma verdadeira.
Já notei que a grande imprensa brasileira evita mostrar determinadas notícias que poderiam talvez estimular mobilização popular, conscientização, e levar, quem sabe a atitudes mais incisivas, por parte da população contra situações há muito incômodas e que vêm se acumulando. Um exemplo disso foi a omissão desta notícia que citei de que a família do ex-presidente João Goulart estaria processando o governo dos E.U.A. por sua responsabilidade no golpe de estado perpetrado contra o presidente que assumira o cargo em decorrência da renúncia de Jânio Quadros. Fica a impressão de que a divulgação de tal notícia poderia estimular uma enxurrada de processos de cidadãos brasileiros, e de outros países latino-americanos, e quem sabe influenciar até governos da região (Hugo Chaves, Evo Morales, Raul Correa, Fernando Lugo, Daniel Ortega, etc...), em ações semelhantes contra aquele país, que não interessaria a determinados segmentos com grande influência tanto econômica, quanto política (governo americano, empresas, nacionais ou estrangeiras que apoiaram ou não o golpe, ou tem interesses, e também políticos que apóiam interesses em jogo, etc...).
Também me chamou muito a atenção o fato de a mídia não ter dado destaque a revolta ocorrida, há bem pouco tempo atrás num canteiro de obras no estado de Goiás envolvendo peões que trabalhavam para uma conhecida empreiteira, que por sua vez, prestava serviço a uma grande mineradora estrangeira. Tudo começou quando um peão, triste por estar com saudades da família, para esquecer os problemas, resolveu entrar no refeitório da empresa para comprar cerveja sem camisa. A segurança o impediu de entrar, o que deu início a uma discussão entre o peão e os seguranças que chamaram a polícia. O peão foi algemado e, segundo noticiado teria sido agredido na frente de outros trabalhadores, colegas do mesmo, que indignados resolveram resgatá-lo. Enfrentando a polícia, mesmo desarmada, a multidão de trabalhadores, resgatou o peão, tirou-lhe as algemas,e depois de muita confusão e descontrole queimou vários alojamentos em que dormiam, causando grande estrago, o que resultou numa intervenção mais forte da polícia que deteve novamente o peão que começou a discussão (se não me engano o único indiciado), e na demissão de vários trabalhadores pela empreiteira. O interessante neste fato ocorrido há pouco tempo é que o “Jornal do Brasil” noticiou-o como “A revolta que o Brasil não viu”, o que me leva a perguntar, o porquê do desinteresse da imprensa em noticiar tal fato. Seria o medo de mostrar algo que pudesse despertar na população um desejo de lutar contra injustiças praticadas há tempos, de se mobilizar e tentar mudar uma ordem imposta por segmentos mais poderosos de nossa sociedade, economicamente falando, inalcançáveis, inatingíveis, que sempre estiveram acima da lei? Seria o medo de que tal notícia poderia provocar, talvez, um despertar, uma conscientização em nosso povo que ameaçaria interesses poderosos que envolveriam também essa parcela de nossa mídia? Isso me leva a pensar sobre essa antiga premissa de que o povo brasileiro é acomodado, resignado, e só reclama, mas não toma atitudes decisivas. Basta uma olhada no passado, nos tempos de insurreições como a “Sabinada”, a “Balaiada”, a “Farroupilha”, e outras, e passo a acreditar que a atitude das pessoas em nosso país, nos tempos atuais é própria de quem vive anestesiado, sofrendo manipulação, com informações, muitas vezes sob medida, (alguém lembra do grampo sem áudio no STF?), que atendem a determinados interesses. Às vezes tenho a sensação de que existe uma situação latente que em algum momento vai explodir, bastando para isso um acontecimento extraordinário no momento e lugar certos. Ainda me impressiono como a mídia mostrou a violência estudantil na Grécia. Basta um estopim para que, num mundo globalizado a moda pegue e chegue aqui.
Falando nisso, alguém lembra do problema ocorrido anos atrás com a Coca-Cola, em que pessoas passaram mal ao ingerir o refrigerante, e foram parar nos hospitais, e mesmo assim, apesar da repercursão negativa do fato, parte da mídia preferiu não falar (ou esconder), o ocorrido?

sábado, 13 de dezembro de 2008

O.E.A. Uma instituição (im)parcial?

Certamente nós brasileiros, devemos investigar os crimes da ditatura, e punir os culpados por torturas, e execuções, que se auto-anistiaram, mas não podem, ném devem ficar impunes, inclusive acredito que a iniciativa deve partir dos políticos que hoje estão no poder, e foram perseguidos na época. Só não entendo, e não aceito que a O.E.A., tome a iniciativa de exigir uma apuração e punição, pois esta instituição foi criada, e concebida pelos estadunidenses para atuar como um ministério das colônias (pois os estadunidenses sempre viram a América Latina como sua colônia), e nunca levantaram a possibilidade de investigar a participação dos Estados Unidos na elaboração, planejamento, e execução dos golpes de estados de direita perpetrados nesta parte do globo. Sabemos que o combate ao comunismo, via ditaduras militares de extrema direita favoreceu os intêresses de empresas dos E.U.A. e aliados, e por isso convinha ao Departamento de Estado, que junto com a C.I.A. e outros organismos governamentais da potência hegemônica planejarem, e incitarem os golpes, torturas, e outros absurdos que são verdadeiros crimes contra a humanidade, e deveriam ser levados a público, e punidos, mas aqui cabe uma pergunta: " A O.E.A. tería coragem de exigir dos E.U.A. que investiguem sua participação nos golpes de estado de direita, e as torturas (que o sr. Dan Mitrioni, agente da C.I.A., tão bem ensinou a executar) na America Latina, e exigir punições ? " "Tería a O.E.A. a coragem de condenar os E.U.A. por crimes contra a humanidade, pelo que fizeram aos povos latino-americanos, e exigir punições, indenizações, ou será que só ditaduras de esquerda (como Cuba), podem merecer o repúdio e até exclusão da O.E.A. ?"